4 de junho de 2026 15:25

Alckmin lamenta derrota de Messias e alerta para sobrecarga no STF

Em São Paulo, nesta segunda-feira (4), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se manifestou pela primeira vez após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão do Senado, considerada histórica, deixou o governo Lula em situação delicada e abriu um vácuo na mais alta Corte do país. “É uma perda para o Supremo, que ficará com apenas dez ministros em um momento de grande demanda processual”, declarou Alckmin, ressaltando a trajetória de Messias como jurista e servidor público dedicado.

A votação, realizada em 29 de abril, terminou com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção, frustrando a expectativa do governo. Para ser aprovado, Messias precisava de ao menos 41 votos, maioria absoluta entre os 81 senadores. Com o resultado, a indicação foi arquivada e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

O episódio marca a primeira rejeição de um indicado ao STF desde 1894, evidenciando a tensão entre o Palácio do Planalto e o Senado. Apesar disso, Alckmin minimizou os impactos políticos e destacou o perfil conciliador de Lula: “O presidente é um homem do diálogo, e esse sempre será o melhor caminho”.

Nos bastidores, a derrota foi interpretada como um recado do Senado ao governo, especialmente após declarações de líderes como Davi Alcolumbre, que reforçaram a autonomia da Casa. Analistas políticos apontam que a rejeição pode dificultar futuras negociações entre Executivo e Legislativo, além de prolongar a sobrecarga no STF, que já enfrenta milhares de processos pendentes.

Enquanto isso, o nome de possíveis substitutos começa a ser especulado em Brasília. Lula deverá indicar outro candidato nos próximos dias, e a escolha será decisiva para recompor a Corte e tentar reduzir os desgastes políticos provocados pela rejeição de Messias.

Desenvolvido por Gáspari Comunicação