O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (25) que as negociações em andamento com o Irã só terão continuidade se resultarem em um acordo considerado “grande e significativo”. Caso contrário, segundo ele, não haverá entendimento. A fala foi feita em sua rede social Truth Social e reforça a estratégia norte-americana de ampliar os Acordos de Abraão, iniciativa lançada em 2020 para normalizar relações diplomáticas entre Israel e países árabes.
Trump afirmou ter discutido o tema com líderes de sete países durante o fim de semana, incluindo Arábia Saudita, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein. Os Emirados Árabes Unidos e o próprio Bahrein já são signatários do pacto. O presidente destacou que a adesão simultânea de todos os países seria “obrigatória” e que a entrada do Irã tornaria o acordo “histórico”.
Além da questão diplomática, a possível assinatura de um acordo com Teerã tem impacto direto no mercado internacional. A expectativa de entendimento entre Washington e o governo iraniano provocou queda nos preços do petróleo nesta segunda-feira, com o barril do Brent recuando mais de 5% e sendo negociado abaixo de US$ 95. Isso ocorre porque o acordo pode viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Trump também aproveitou para criticar o acordo nuclear firmado em 2015 pelo governo Barack Obama, conhecido como JCPOA, classificando-o como um “desastre” que teria aberto caminho para o Irã obter armas nucleares. Ele garantiu que não pretende repetir o modelo anterior e que busca um pacto que traga benefícios econômicos e estabilidade ao Oriente Médio.
Os Acordos de Abraão já proporcionaram avanços financeiros e comerciais a países como Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. Para Trump, a adesão iraniana representaria um marco sem precedentes, capaz de unir a região e fortalecer sua posição econômica e política.

