O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (10) novas sanções contra o Irã, em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz. As medidas atingem o banqueiro Ali Ansari, iraniano radicado em Dubai, acusado pelo Departamento do Tesouro americano de atuar como um dos principais financiadores da Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo o órgão, Ansari teria desviado recursos públicos para investimentos imobiliários e comerciais no exterior, beneficiando tanto a elite iraniana quanto o próprio regime.
Além do banqueiro, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) incluiu importantes casas de câmbio iranianas na lista de sanções. De acordo com o governo americano, essas empresas movimentavam bilhões de dólares por ano em nome de bancos já punidos, utilizando uma rede de companhias de fachada para ocultar operações financeiras ilícitas.
As medidas foram anunciadas após uma semana marcada por novos confrontos. Três navios-tanque comerciais do Catar e da Arábia Saudita foram atingidos por disparos atribuídos ao Irã, o que levou Washington a retaliar com ataques a alvos iranianos. Em resposta, Teerã lançou ofensivas contra instalações militares americanas em países do Golfo.
O presidente Donald Trump declarou que o cessar-fogo firmado em junho com o Irã está encerrado, reforçando a política de pressão máxima. A decisão também incluiu a retomada das sanções sobre o petróleo iraniano, o que provocou alta superior a 5% no preço do barril Brent no mercado internacional.
Especialistas avaliam que a nova rodada de sanções aumenta a instabilidade na região e pode comprometer o abastecimento global de petróleo. O Catar, que atua como mediador, tenta retomar negociações entre Washington e Teerã, mas até o momento não há sinais de redução da escalada militar.

