Um incêndio florestal de grandes proporções atingiu a região de Los Gallardos, na província de Almería, sul da Espanha, provocando a morte de pelo menos 12 pessoas e deixando outras 19 desaparecidas. O fogo começou na noite de quinta-feira (9) e rapidamente se espalhou pela vegetação seca, impulsionado pelas altas temperaturas que ultrapassam os 40 °C em meio a uma onda de calor que castiga o país.
Equipes de emergência mobilizaram cerca de 150 bombeiros, cinco caminhões-pipa e, posteriormente, a Unidade Militar de Emergências da Espanha para tentar conter as chamas. Apesar dos esforços, o incêndio já é considerado o mais mortífero da história recente da Andaluzia. Mil moradores foram retirados de suas casas por precaução, e cerca de 50 pessoas foram abrigadas em centros culturais da região.
Entre as vítimas, várias foram encontradas dentro de veículos carbonizados, enquanto outras morreram ao tentar escapar a pé por rotas não autorizadas. Autoridades locais informaram que a maioria dos mortos parece ser composta por estrangeiros, incluindo cidadãos britânicos. O episódio lembra tragédias anteriores, como o incêndio em Portugal em 2017, que matou mais de 60 pessoas em circunstâncias semelhantes.
As causas do incêndio ainda não foram confirmadas, mas testemunhas relataram que o fogo pode ter começado após a queda de um cabo de energia elétrica sobre a vegetação seca. O cenário é agravado pela topografia difícil da região, que dificulta o acesso das equipes de combate. Além das vítimas fatais, pelo menos seis pessoas ficaram feridas, incluindo uma mulher com queimaduras graves e outra hospitalizada por inalação de fumaça.
A tragédia reforça os alertas das autoridades espanholas sobre os riscos crescentes de incêndios florestais durante o verão europeu, marcado por temperaturas extremas e seca prolongada. Apenas dois dias antes, outro incêndio em Grazalema, também na Andaluzia, já havia forçado a evacuação de quase 200 pessoas.

