27 de setembro de 2026 08:53

OMS e União Africana mobilizam US$ 518 milhões contra surto de ebola

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças anunciaram nesta sexta-feira (5) um plano conjunto de US$ 518 milhões para enfrentar o surto de ebola que atinge a República Democrática do Congo e já se espalha para países vizinhos. A estratégia, que será executada entre junho e novembro, prevê ações de emergência em áreas críticas como vigilância epidemiológica, testes laboratoriais, prevenção de infecções, atendimento clínico e mobilização comunitária.

O surto, declarado em 15 de maio, tem como epicentro a província de Ituri, onde se concentram a maioria dos casos confirmados e das mortes. Até o momento, foram contabilizados 381 infecções e 64 óbitos na República Democrática do Congo, além de registros em Uganda. A cepa responsável é a Bundibugyo, considerada rara e sem vacina aprovada, o que aumenta a preocupação das autoridades de saúde.

A iniciativa internacional também busca reforçar o financiamento e a cooperação técnica, já que a resposta enfrenta dificuldades devido à redução de recursos globais para saúde. Organizações como Unicef, Acnur e Cruz Vermelha Internacional estão entre os parceiros envolvidos na operação. Além disso, empresas e centros de pesquisa trabalham em novas ferramentas de diagnóstico e no desenvolvimento de vacinas experimentais. A farmacêutica Moderna, em parceria com a Cepi, anunciou investimentos de até US$ 50 milhões para avançar em estudos contra a cepa Bundibugyo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que o plano é prático e com prazo definido, ressaltando a importância da união de esforços para conter a propagação da doença. A situação é considerada uma emergência de saúde pública internacional, e especialistas alertam que os desafios logísticos e os conflitos armados na região podem dificultar a contenção do vírus.

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