27 de setembro de 2026 07:05

Elefante Sandro: disputa judicial trava projeto de R$ 3,1 milhões em Sorocaba

O futuro do elefante Sandro, de 53 anos, permanece indefinido em Sorocaba. O animal, que chegou ao Zoológico Municipal Quinzinho de Barros em 1982, tornou-se símbolo da cidade, mas hoje é alvo de uma intensa disputa judicial. Após a morte da elefanta Haisa em 2020, Sandro passou a viver sozinho, o que motivou organizações de defesa animal a pedir sua transferência para o Santuário de Elefantes Brasil, localizado na Chapada dos Guimarães (MT). A Justiça acatou o pedido e estipulou prazo de 45 dias para a remoção, sob pena de multa diária.

Enquanto isso, a Prefeitura de Sorocaba elaborou um projeto de modernização do recinto, orçado em R$ 3,1 milhões, que prevê melhorias como cercas elétricas, tanque de banho com capacidade para 280 mil litros, cobertura de sombreamento e a eliminação do antigo fosso. Apesar de concluído, o plano ainda não avançou para licitação, travado em análises jurídicas e administrativas.

A administração municipal argumenta que a transferência de um elefante idoso envolve riscos sanitários e comportamentais, além da longa viagem de mais de 1.400 quilômetros até o Mato Grosso. O município afirma que Sandro recebe acompanhamento veterinário permanente e alimentação adequada, mas foi autuado pelo Ibama em 2025 por irregularidades no recinto.

Do outro lado, ONGs e defensores dos animais sustentam que o santuário oferece melhores condições de vida, com espaço amplo e convivência com outros elefantes. A decisão judicial reforça esse entendimento, mas a prefeitura promete recorrer novamente, prolongando uma batalha que já se arrasta há quatro anos.

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