4 de junho de 2026 15:27

Desemprego no Brasil cai para 5,8% em abril, menor taxa histórica para o período

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (28) os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), revelando que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. O índice representa uma alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 5,4%, mas mostra uma queda de 0,8 ponto percentual frente ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 6,6%.

Segundo o levantamento, o país contabilizou 6,3 milhões de pessoas desempregadas, número que cresceu 8% em comparação ao trimestre anterior, mas que representa uma redução de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a 809 mil pessoas a menos em busca de trabalho. A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que este é o menor índice já registrado para trimestres encerrados em abril desde o início da série histórica da PNAD.

A população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, com recuo de 0,3% em relação ao trimestre anterior, mas aumento de 1,1% frente ao mesmo período de 2025, o que representa mais de 1 milhão de trabalhadores empregados. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas, ficou em 58,4%, estável na comparação anual.

A pesquisa também mostrou que a taxa de subutilização da força de trabalho foi de 13,8%, reunindo desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e trabalhadores disponíveis, mas fora da força de trabalho. Esse índice se manteve estável em relação ao trimestre anterior e caiu 1,7 ponto percentual na comparação anual. Já o número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, ficou em 2,6 milhões, uma redução de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.732, valor estável frente ao trimestre anterior, mas com alta de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A massa de rendimento totalizou R$ 377 bilhões, crescimento de 6,5% na comparação anual.

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