27 de setembro de 2026 07:03

Brasil prepara resposta diplomática após EUA revogarem visto de embaixadora

O governo brasileiro anunciou que adotará medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos após a decisão da administração de Donald Trump de revogar o visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti. A diplomata, que atua em Washington desde 2023, poderá permanecer no país, mas ficará impedida de retornar caso deixe o território americano.

Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a medida foi motivada pela demora do Brasil em conceder o aval diplomático para Daniel Perez, indicado por Trump para assumir a embaixada em Brasília. Além disso, autoridades americanas apontaram como razão a recusa brasileira em liberar vistos para diplomatas dos EUA que pretendiam visitar o país antes das eleições de outubro.

O Palácio do Planalto, por sua vez, repudiou a decisão e classificou as justificativas como “falsas” e “motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral pautada pelo respeito mútuo”. Diplomatas brasileiros consideram que a medida tem caráter de “chantagem” e enxergam componente eleitoral na decisão americanaPágina atual+1Página atual. Diplomatas classificam como ‘chantagem’ decisão do governo Trump Em relação ao visto revogado da embaixadora, não existe…Diário do Centro do Mundo. Governo Lula prepara reciprocidade após EUA revogarem visto de embaixadora brasileira.

Uma reunião marcada para esta quarta-feira (5) discutirá qual será a resposta oficial do Brasil. Entre as opções avaliadas estão a adoção de restrições equivalentes na esfera de vistos ou outras medidas diplomáticas proporcionais. O desafio é que os Estados Unidos não possuem atualmente um embaixador em território brasileiro, o que limita a possibilidade de retaliação direta.

A crise ocorre em meio a um cenário de tensão crescente entre Brasília e Washington, marcado por divergências políticas e comerciais. O governo brasileiro sinaliza que não pretende conceder o agrément a Daniel Perez antes das eleições de outubro, o que prolonga o impasse diplomático.

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