27 de setembro de 2026 05:33

STF monitora Senado e avalia risco de impeachment em 2027

O Supremo Tribunal Federal (STF) intensificou o monitoramento das pesquisas de intenção de voto para o Senado, com foco na renovação de dois terços da Casa nas eleições de outubro de 2026. O objetivo é medir o impacto da nova composição sobre os mais de cem pedidos de impeachment que tramitam contra ministros da Corte. Levantamentos internos apontam que a chamada bancada pró-impeachment pode alcançar cerca de 40 das 81 cadeiras, resultado considerado expressivo, mas ainda insuficiente para atingir os 54 votos necessários para abertura de um processo, conforme decisão do ministro Gilmar Mendes em dezembro de 2025. Antes dessa determinação, bastavam 41 votos, o que aumentaria significativamente o risco para os magistrados.

Entre os nomes que aparecem bem posicionados nas pesquisas estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, candidata pelo Distrito Federal, e o vereador Carlos Bolsonaro, que disputa uma vaga por Santa Catarina. Caso confirmem vitória, ambos se somariam a parlamentares de partidos como PL, PP, União Brasil e Novo, que concentram as principais vozes críticas ao Judiciário.

Embora o Senado nunca tenha aberto um processo de impeachment contra ministros do STF, o tema ganhou força nos últimos anos, especialmente diante da atuação de ministros em inquéritos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. Alexandre de Moraes é o magistrado que concentra o maior número de pedidos. A possibilidade de avanço desses processos, ainda que limitada pelo quórum elevado, reforça a tensão entre Legislativo e Judiciário e coloca em evidência o impacto das próximas eleições sobre o equilíbrio institucional do país.

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