O desempenho das escolas estaduais de Sorocaba no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 trouxe resultados expressivos, especialmente nas zonas norte e oeste da cidade. Dados divulgados pelo Ministério da Educação apontam que a Escola Estadual Professor Rafael Orsi Filho, localizada no Conjunto Habitacional Júlio de Mesquita Filho, obteve a maior média geral entre as unidades públicas, com 535 pontos. Outras instituições dessas regiões também figuraram entre as melhores, como a EE Hélio Del Cistia, no Jardim São Guilherme, que alcançou 505 pontos em Ciências da Natureza, e a EE Joaquim Izidoro Marins, na Vila Angélica, que registrou 555 pontos em Linguagens.
O levantamento mostra que quatro das seis maiores médias da rede pública sorocabana pertencem às zonas norte e oeste, reforçando o protagonismo dessas áreas no cenário educacional. A única exceção foi a disciplina de Matemática, em que a melhor média ficou com uma escola da região central. Além das médias por escola, o boletim também destacou notas individuais de estudantes dessas regiões, como o desempenho de 849,5 pontos em Matemática de um aluno da EE Hélio Del Cistia e 940 pontos na Redação de um estudante da EE Júlio Bierrenbach Lima.
Apesar do avanço da rede pública, as maiores médias gerais da cidade ainda estão concentradas em colégios particulares. O Colégio Uirapuru, por exemplo, registrou 722 pontos em Matemática, enquanto o Colégio Santa Escolástica obteve 805 pontos em Redação.
Especialistas apontam que os resultados das escolas públicas periféricas ajudam a desconstruir preconceitos sobre a qualidade do ensino fora das regiões centrais. Segundo o professor-pesquisador Rafael Ângelo Bunhi Pinto, da Universidade de Sorocaba, os números demonstram que instituições localizadas em áreas periféricas podem alcançar desempenhos tão bons quanto os de escolas centrais, evidenciando o potencial dos estudantes e o trabalho dos docentes.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo destacou que investe em iniciativas para melhorar o rendimento dos alunos, como a plataforma Prepara SP, que oferece simulados e trilhas personalizadas, e a Redação Paulista, voltada ao aprimoramento da produção textual. Além disso, os grêmios estudantis têm papel ativo na mobilização dos jovens para o exame.

