27 de setembro de 2026 06:19

Intervenção de Trump no caso Balogun gera crise entre Fifa e Europa

A Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, ganhou contornos de crise após a decisão da Fifa de suspender a punição aplicada ao atacante norte-americano Folarin Balogun. O jogador havia sido expulso na vitória contra a Bósnia e Herzegovina, o que, pelo regulamento, o impediria de disputar as oitavas de final contra a Bélgica. No entanto, após uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a entidade anunciou que Balogun estaria liberado para atuar. A medida, considerada sem precedentes, provocou indignação em diversas entidades esportivas europeias.

A Uefa divulgou comunicado afirmando que a decisão “ultrapassou uma linha vermelha” e comprometeu a credibilidade da competição. A Federação Belga também se manifestou, classificando a suspensão da punição como “estarrecedora”. Além disso, eurodeputados encaminharam uma carta ao comitê de ética da Fifa pedindo investigação sobre o episódio, questionando se houve influência política direta na decisão disciplinar. A Comissão Europeia reforçou que decisões esportivas devem ser tomadas de forma independente, sem interferência de líderes políticos.

Apesar da repercussão negativa, Infantino mantém apoio sólido em confederações da África, Ásia e América do Sul, o que praticamente garante sua reeleição em 2027. A polêmica, no entanto, expõe novamente a relação próxima entre Infantino e Trump, já criticada anteriormente quando o presidente americano recebeu o Prêmio da Paz da Fifa. Para especialistas, o episódio reforça a percepção de que o futebol mundial tem sido usado como palco de disputas políticas, colocando em risco a autonomia das entidades esportivas.

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