27 de setembro de 2026 07:56

Trump mantém pressão sobre Irã e diz que acordo não é definitivo

Durante a cúpula do G7, realizada na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o memorando de entendimento firmado recentemente com o Irã não representa o fim das negociações. Segundo ele, o documento será formalizado nos próximos dias, mas ainda há pontos em aberto que podem levar à retomada dos ataques militares. “Se eu não gostar, voltaremos a bombardear”, afirmou em entrevista coletiva.

O acordo anunciado no último fim de semana prevê inicialmente um cessar-fogo, mas não encerra de forma definitiva o conflito iniciado em fevereiro. Entre os principais pontos em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano. Washington exige que Teerã encerre totalmente suas atividades de enriquecimento de urânio, enquanto o governo iraniano insiste que o programa tem fins exclusivamente civis. A expectativa é que negociadores cheguem a um consenso em até 60 dias.

Outro aspecto relevante é a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio imposto durante o conflito provocou impactos significativos na economia global. Apesar da promessa de liberação imediata, o Irã anunciou que pretende cobrar taxas de navios que cruzarem a região e posicionou minas navais, o que pode atrasar a retomada plena da navegação.

O acordo também prevê a suspensão gradual das sanções econômicas contra Teerã e a possibilidade de acesso a um fundo de até US$ 300 bilhões como compensação pelos danos da guerra. Trump, no entanto, condicionou o benefício ao “bom comportamento” do regime iraniano.

Além das questões bilaterais, o documento inclui exigências relacionadas ao Líbano, onde Israel mantém tropas em áreas de segurança. O Irã, aliado do Hezbollah, cobra o fim dos ataques israelenses como condição para assinar o acordo.

Apesar das declarações de Trump, líderes do G7 reforçaram a necessidade de negociações para impedir que o Irã obtenha armas nucleares e destacaram que o entendimento representa um passo importante para a estabilidade regional.

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