27 de setembro de 2026 07:06

Crise política no Peru: Sánchez rejeita vitória de Fujimori e denuncia fraude

O Peru vive momentos de grande tensão após o segundo turno das eleições presidenciais realizado em 7 de junho. Com 99,71% das urnas apuradas, a candidata conservadora Keiko Fujimori aparece na frente com 50,11% dos votos, contra 49,89% de Roberto Sánchez, representante da esquerda. Apesar da vantagem mínima, Sánchez afirmou em coletiva de imprensa que não reconhecerá o resultado, alegando fraude no processo de contabilização dos votos. Ele acusa a autoridade eleitoral ONPE e a campanha de Fujimori de irregularidades, especialmente nos votos registrados no exterior, que favoreceram amplamente a adversária.

Segundo Sánchez, cerca de 300 mil votos de peruanos residentes fora do país teriam sido manipulados, e caso fossem anulados, ele passaria a ter uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos. O candidato apresentou recursos formais pedindo a anulação desses votos e convocou seus apoiadores para novas manifestações em Lima e outras cidades.

Enquanto isso, Keiko Fujimori, que disputa a presidência pela quarta vez, mantém a liderança e aguarda a conclusão da apuração para reivindicar oficialmente a vitória. Missões de observação da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia afirmaram que o processo eleitoral ocorreu de forma regular e pediram calma até a proclamação final.

No Congresso, o partido de Sánchez, Juntos pelo Peru, conquistou 32 cadeiras na Câmara e 14 no Senado, tornando-se a segunda maior força política. Já o Fuerza Popular, de Fujimori, terá a maior bancada, com 41 deputados e 22 senadores. O cenário indica que, independentemente do resultado final, o próximo governo enfrentará forte polarização e desafios para garantir estabilidade política em um país que já acumula sucessivas crises institucionais.

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