27 de setembro de 2026 07:10

Bombardeio russo em Kiev deixa 17 mortos e intensifica crise humanitária

Na madrugada de quarta-feira (5), Kiev voltou a ser alvo de uma ofensiva russa de grande escala. Segundo autoridades ucranianas, o ataque deixou ao menos 17 mortos e mais de 40 feridos, além de provocar incêndios em diversos pontos da capital. A Rússia lançou 28 mísseis balísticos e hipersônicos, acompanhados de 115 drones, dos quais cerca de 90% foram abatidos pelas defesas aéreas. Nenhum dos mísseis, porém, pôde ser interceptado devido à velocidade e à falta de sistemas antibalísticos adequados.

O presidente Volodymyr Zelensky acusou Moscou de mirar em infraestrutura civil, destacando que os alvos incluíram armazéns de empresas, uma cervejaria e centros de distribuição de materiais de construção. Ele reforçou o apelo por mais baterias de defesa aérea, afirmando que interceptadores poderiam ter evitado parte das mortes.

Equipes de resgate ainda trabalham na busca por sobreviventes sob os escombros, enquanto a população enfrenta dificuldades para acessar abrigos antibombas em tempo hábil. Testemunhas relataram explosões intensas durante a madrugada e uma nuvem de fumaça que cobriu a cidade ao amanhecer.

A Rússia declarou que os ataques tiveram como alvo centros logísticos usados para armazenar componentes de drones militares. Entretanto, autoridades ucranianas afirmam que as instalações atingidas eram civis. O episódio ocorre em meio a uma escalada de tensões, com a Ucrânia também intensificando ataques contra refinarias e centros de distribuição em território russo.

A comunidade internacional acompanha com preocupação. Organismos de direitos humanos da ONU alertaram para o aumento das vítimas civis, que já atingem níveis recordes desde o início da invasão em 2022.

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