28 de setembro de 2026 08:53

Avião cai em prédio de BH: dois mortos e três feridos graves

Um avião de pequeno porte, modelo EMB-721C “Sertanejo”, fabricado em 1979, caiu logo após decolar do Aeroporto da Pampulha, por volta das 12h16. A aeronave atingiu a caixa de escada entre o terceiro e quarto andar de um prédio na Rua Ilacir Pereira Lima, região nordeste da cidade. O impacto foi tão forte que parte da fuselagem ficou projetada dentro da estrutura, mas, por sorte, não atingiu diretamente os apartamentos ocupados.

Segundo o Corpo de Bombeiros, havia cinco pessoas a bordo. O piloto, identificado como Wellington de Oliveira Pereira, 34 anos, e o passageiro Fernando Moreira Souto, 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), morreram no local. Os outros três ocupantes — Arthur Schaper Berganholi, Leonardo Berganholi Martins e Hemerson Cleiton Almeida Souza — foram socorridos em estado grave e encaminhados ao Hospital João XXIII.

Relatos de pânico

Moradores do prédio relataram momentos de desespero. Avani Soares, que estava dentro do edifício, disse que pensou que “acabou o mundo” ao ver estilhaços e sentir o cheiro forte de combustível. Ela conseguiu sair levando apenas o celular e os óculos.

Investigações em andamento

O piloto chegou a reportar dificuldades técnicas à torre de controle da Pampulha pouco antes da queda. A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do CENIPA, já iniciou a investigação para apurar as causas do acidente. A Polícia Civil de Minas Gerais também acompanha o caso, e a área permanece isolada para perícia e avaliação da estrutura do prédio.

Contexto da aeronave

O avião pertencia a Flavio Loureiro Salgueiro e não tinha autorização para operar como táxi aéreo, sendo restrito a voos privados. Apesar de antigo, estava com certificado de aeronavegabilidade válido até abril de 2027. O voo havia partido de Teófilo Otoni e faria escala em Belo Horizonte antes de seguir para o Campo de Marte, em São Paulo.

Impacto na cidade

O acidente ocorreu em uma área movimentada, próxima à Avenida Cristiano Machado, supermercado e escola, o que poderia ter ampliado a tragédia. A Defesa Civil avalia a segurança do prédio e acompanha os moradores, muitos deles idosos, que foram retirados às pressas.

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