28 de setembro de 2026 13:34

Acordo Mercosul-UE avança, mas enfrenta entraves para ratificação

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro de 2026 após mais de duas décadas de negociações, segue enfrentando obstáculos para sua plena implementação. Autoridades europeias e sul-americanas reconhecem avanços, mas destacam que ajustes internos e questões regulatórias ainda precisam ser resolvidos antes da ratificação definitiva.

O tratado, firmado em Assunção, prevê a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB combinado de US$ 22,4 trilhões. A parceria inclui redução gradual de tarifas, facilitação de exportações e maior integração em setores estratégicos como agronegócio, indústria automotiva e tecnologia.

No Brasil, o Congresso aprovou o acordo em março, com promulgação em abril e aplicação provisória desde maio. A União Europeia já responde por quase metade do estoque de investimento estrangeiro direto no país, e a expectativa é de que o tratado amplie ainda mais esse fluxo.

Em Buenos Aires, o ministro alemão Johann Wadephul e o chanceler argentino Pablo Quirno anunciaram também um memorando de entendimento sobre minerais críticos, como lítio e cobre, considerados essenciais para a transição energética. Apesar das dificuldades, representantes dos dois blocos reforçam que o pacto é estratégico para enfrentar o cenário global de protecionismo e fortalecer a integração econômica internacional

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