27 de setembro de 2026 06:19

EUA sancionam brasileiros e empresas por ligação com PCC

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) a imposição de sanções econômicas contra dois cidadãos brasileiros e três empresas sediadas no país, além de uma companhia portuguesa, por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida, formalizada pelo Departamento do Tesouro norte-americano, marca a primeira rodada de punições desde que Washington passou a classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.

Entre os nomes incluídos na lista estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Segundo as autoridades norte-americanas, Shimada seria um elo-chave entre integrantes da facção na Flórida e traficantes internacionais, acusado de lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos por meio de criptomoedas. Já Stella teria atuado como secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, oferecendo suporte logístico às operações da rede criminosa.

As empresas atingidas pelas sanções são a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, a Wave Construções Inteligentes Ltda e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda. De acordo com o comunicado, todos os bens e ativos sob jurisdição dos EUA ficam bloqueados, e cidadãos e companhias norte-americanas estão proibidos de realizar transações com os sancionados. Instituições financeiras estrangeiras que mantiverem relações comerciais relevantes também podem sofrer sanções secundárias.

O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou que o governo Trump está enfrentando a “crescente presença da geração de receitas ilícitas do PCC dentro dos EUA”. A decisão reforça a estratégia de combate internacional contra a facção, que, segundo o Tesouro, representa uma ameaça significativa à segurança nacional norte-americana.

Além das sanções, o comunicado relembra que em janeiro deste ano seis pessoas foram presas na Flórida por suspeita de integrar a mesma rede de lavagem de dinheiro. No Brasil, Victor Shimada já havia sido denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em 2025, em investigação relacionada ao escândalo da empresa de apostas VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians.

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